quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Mato Grosso é o estado mais letal no trânsito: Rondonópolis e Cuiabá lideram tragédia nas ruas

09/10/2025 2052 visualizações
Mato Grosso é o estado mais letal no trânsito: Rondonópolis e Cuiabá lideram tragédia nas ruas

Rondonópolis (MT) — O trânsito em Mato Grosso se tornou uma das maiores tragédias silenciosas do país.
De janeiro a agosto deste ano, 654 pessoas morreram em acidentes de trânsito no estado, enquanto 443 foram vítimas de homicídio doloso.
As ruas estão matando mais que as armas — e o poder público segue sem um plano efetivo para conter a escalada de violência viária.

⚠️ Rondonópolis e Cuiabá concentram as maiores tragédias

Em Rondonópolis, as estatísticas são alarmantes.
Entre 2023 e 2024, o número de mortes saltou de 38 para 59 vítimas, um aumento de mais de 55%.
A cidade, um dos polos econômicos mais importantes do estado, vive o caos urbano: ruas mal sinalizadas, excesso de velocidade, motociclistas desprotegidos e total ausência de campanhas educativas.

Em Cuiabá, o cenário é semelhante.
Foram 90 mortes registradas no último ano, e quase metade das vítimas tinha entre 20 e 39 anos.
Os fins de semana concentram a maior parte dos acidentes fatais, mostrando o impacto do álcool, da imprudência e da falta de fiscalização.

Com esses números, Mato Grosso ocupa uma das maiores taxas de mortalidade no trânsito do país, e caminha para se tornar o estado mais violento nas ruas brasileiras.

🚧 Causas: imprudência, omissão e infraestrutura precária

A violência no trânsito mato-grossense não é fruto do acaso.
Ela nasce da omissão pública, da falta de planejamento urbano e da cultura de impunidade.

Entre os principais fatores apontados estão:
    •    Falta de fiscalização efetiva e blitzes regulares;
    •    Sinalização e iluminação precárias, especialmente nas periferias;
    •    Ausência de ciclovias e calçadas seguras;
    •    Descontinuidade de campanhas de educação no trânsito;
    •    E um comportamento cada vez mais agressivo ao volante, sem punição.

Enquanto isso, o governo estadual e as prefeituras disputam responsabilidades, mas pouco fazem de concreto.

🏥 A dor que não sai do asfalto

Por trás de cada número há uma história.
As UTIs dos hospitais regionais e municipais estão lotadas de vítimas do trânsito — pessoas que poderiam estar vivas se houvesse respeito às leis e políticas públicas eficientes.

O custo social é altíssimo: milhões de reais em internações, aposentadorias precoces e reabilitações.
Mas o maior custo é humano — vidas interrompidas e famílias destruídas.

🌃 Rondonópolis: o retrato da negligência

Em Rondonópolis, as mortes no trânsito aumentam ano após ano.
Faltam agentes de trânsito, blitzes e campanhas educativas permanentes.
As vias são mal iluminadas, as obras mal sinalizadas e o pedestre segue invisível.

O resultado é uma cidade onde andar a pé ou de moto virou um risco diário.
Enquanto o poder público faz vista grossa, o número de cruzes nas esquinas aumenta.

📢 O que falta é vontade política

O trânsito é o espelho do modo de governar.
E em Mato Grosso, o que se vê é um estado sem política de mobilidade humana e sem plano de prevenção.
Faltam metas, integração entre municípios e ações permanentes.

Enquanto o discurso oficial fala em progresso, a realidade é um estado onde dirigir virou um ato de sobrevivência.

✊ Conclusão: o trânsito como tema de Estado

A violência no trânsito precisa ser tratada como questão de Estado.
O que mata nas ruas é a mesma indiferença que mata nas filas dos hospitais e nas periferias esquecidas.

Rondonópolis, Cuiabá e todo o Mato Grosso precisam urgentemente de um Plano Estadual de Redução de Mortes no Trânsito, com metas, fiscalização e investimento contínuo.

Sem isso, cada cruz no asfalto será lembrança daquilo que o poder público escolheu ignorar.

Trânsito é vida — e vida exige respeito, coragem e compromisso público.