quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Lula Garante Orçamento e UFR Confirma Curso de Veterinária em Rondonópolis

20/01/2026 2008 visualizações
Lula Garante Orçamento e UFR Confirma Curso de Veterinária em Rondonópolis

 

Por Redação | 19 de Janeiro de 2026


 

O Governo Federal oficializou, nesta semana, a recomposição de R$ 977 milhões para o orçamento das universidades e institutos federais. O aporte, que visa cobrir despesas de custeio e investimentos represados, representa um marco na retomada do diálogo com a comunidade acadêmica. Para além dos números, a medida traz conquistas territoriais: a confirmação do curso de Medicina Veterinária na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), um anseio histórico da região sul de Mato Grosso.

 

Esta recomposição é lida por especialistas e parlamentares da ala progressista não apenas como um ajuste contábil, mas como um ato de resistência contra a lógica de desmonte que asfixiou o serviço público nos últimos anos.

 

“No caso da UFR, essa garantia orçamentária permite planejamento responsável e segurança institucional”, destaca a reitora Analy Polizel. Para 2026 a UFR inicia os Cursos de Medicina Veterinária, Inteligência Artificial e amplia as vagas de Medicina.

 

A recomposição orçamentária é o processo de devolver às instituições de ensino a capacidade de pagar contas básicas como luz, segurança e bolsas de permanência que foram severamente cortadas sob a égide da Emenda Constitucional 95 (Teto de Gastos).

 

Enquanto nos últimos anos bilhões eram drenados do orçamento sem transparência para outras finalidades, as universidades federais operavam no limite da sobrevivência. A destinação desses R$ 977 milhões sinaliza uma mudança de prioridade: o recurso volta a ser planejado pelo Ministério da Educação (MEC) com base em critérios técnicos e sociais.

Universidade Federal de Rondonópolis e o Impacto Regional

 

Em Mato Grosso, a confirmação do curso de Medicina Veterinária na UFR, somada à implantação do curso de Inteligência Artificial, representa um exemplo concreto desse novo ciclo. As criações dos cursos, aprovadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), e agora asseguradas pela dotação orçamentária, transformam a vocação econômica e tecnológica do estado em oportunidades acadêmicas estratégicas. Essa ampliação reforça o papel da UFR como polo de desenvolvimento no interior do país, permite que jovens da região tenham acesso às carreiras de alta complexidade sem a necessidade de migrar para as capitais, e contribui para a formação de profissionais qualificados tanto na área veterinária, essencial para a vigilância sanitária e a inovação na produção de alimentos, quanto em inteligência artificial, área central para o avanço científico, a transformação digital e a competitividade do setor produtivo.

 

Sobre a importância da manutenção do custeio e a conclusão das intervenções físicas no campus, a Reitora Analy Polizel pontuou: “Garantir orçamento, custeio, bolsas e pessoal é garantir que a universidade continue cumprindo sua missão de produzir conhecimento, formar profissionais qualificados e contribuir com o desenvolvimento de Rondonópolis, de Mato Grosso e do país.”
 

Vigilância Crítica no Campo Progressista

 

Embora a recomposição seja celebrada, parlamentares do campo progressista mantêm uma postura de vigilância constante. Em intervenções recentes, é destacado que a disputa pelo orçamento é permanente e que o orçamento público deve ser definido pelo povo e para o povo, com críticas a qualquer tentativa de retomada de práticas de ocultação de gastos ou de barganha política.

 

Com os novos recursos, as universidades podem regularizar pagamentos de serviços terceirizados (limpeza e vigilância). Ampliar auxílios estudantis para garantir que alunos de baixa renda não evadam. Destravar obras de laboratórios e salas de aula que estavam paralisadas.

 

O movimento em direção à UFR e a outras federais é visto como o início de um processo onde o Estado retoma seu papel de indutor do conhecimento e da justiça social.